sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Sem Remédio. Sem Cura.

Começou quando eu era criança. Com o passar dos anos só piorou. Os tempos de skate e patins terminaram, então começaram os dias de praia, acampamentos, surf e viagens ensolaradas e quando isso acabou, foi a vez de competir pelas melhores notas na escola e pelas medalhas do intercolegial, depois vieram as festas, os garotos e os beijos, em seguida foi o Ninjutsu, as espadas, os treinos na floresta e depois que isso terminou também, foi a vez da música, das bandas, dos shows... No meio daquela linguagem dos adultos, como no desenho da Turma do Charlie Brown, algumas palavras escapavam. Adrenalina. Depressão. Pesadelos. Atenção. Apetite. Addison... Mas foi apenas no início da minha adolescência que comecei a entender o que os médicos diziam.

Nos bons dias o coração batia acelerado, havia grande expectativa... E eu sempre estava indo para algum lugar. Hoje entendo que nem era apenas porque as coisas aqui em casa iam mal. Havia uma busca. Eu estava procurando por uma coisa, algo que eu só conseguia ver por alguns segundos. E aparentemente eu já havia descoberto o que fazer para isso. Mas, acho que não era muito consciente. Se alguém ou alguma regra aparecia no caminho era só um trabalho a mais de passar por cima. A vontade ocupa um território muito maior do que a razão em mim. E por isso, embora o telefone tocasse com frequência e meu nome fosse ouvido aqui embaixo da janela quase todos os dias, no fundo eu estava constantemente sozinha.

Paz é bom, mas só por algumas horas, só por um período, só um pouco. No fim, sorrisos ou lágrimas não importam muito. Quando tudo está em paz demais, acabo perdida, saio do meu centro, a estrada se bifurca. Porque, preciso admitir, é com o coração na garganta que vejo a minha luz, que enxergo a imagem por trás do espelho e fico face a face com o que sou.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O herói que não é

All of the astronauts, Champagne in plastic cups 
Waiting for the big hero to show
Outside the door he stands
His head in his hands 
And his heart in his throat
What can he tell 'em now? 
Sorry I let you down. Sorry it wasn't quite true.

All of the principals, generals, admirals 
And the podium lit with the spotlight
Crowd buzzes quietly waiting expectantly 
like it's opening night
What can he tell 'em now? 
Sorry I let you down. Sorry it wasn't quite true.




segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Lua Nova

Sombras...
Em que caminharia
Para dentro
Viraria
Do avesso
Cairia
Para sempre
No vazio, seria bruma.

Desaparecida
No nada
Permitiria ser
Espalhada.
De areia punhado(a)
Ao vento.

Buraco negro, matéria escura.
Seria copo d'água
No chão
Quebrada
Partida
Em pedaços
Mil.

Mergulharia no infinito
Confusa
Completa
Com a escuridão
Uma.

A lua negra
Em negros dias
Teria existido nunca
E ainda, sempre
Estado aqui.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Basta Construir e Eles Virão

Já não bastassem os entraves da vida adulta, a variedade monstruosa de redes sociais na Internet só vêm reforçar o time contra a atualização dos blogs. Especialmente blogs como esse aqui, uma espécie de mural de divagações sem qualquer compromisso com o leitor. A energia que precisa ser acumulada para que uma idéia vire post é, aos poucos, gasta através de pequenos comentários em 140 caracteres ou opiniões trocadas sobre as coisas do mundo em mensagens via scrap. Mas, sabe, enquanto as distâncias ficam menores e as relações mais yankees, é tão bom ter um cantinho como esse, onde pouquíssimas pessoas sabem pessoalmente quem é você... É aqui que venho para pintar os retratos que não penso em publicar para todo mundo, e desenvolver aquelas figuras que nunca ficam bem resolvidas em telas muito pequenas. Porque só num espaço como esse, organizado desta forma, que seja garimpado e não simplesmente indicado de bandeja, as suas referências parecem estar guardadas com carinho e as atualizações da sua história pessoal, protegidas contra os fanáticos que tentam ser você. Mas, veremos até quando este paraíso selvagem estará a salvo deles. Pois, infelizmente, como as forças naturais mostram todos os dias, ninguém lhes escapa por muito tempo.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Recadinho em Cima da Mesa

Carol,

Não fica triste. Se você tá tão ocupada agora e tá tão difícil de fazer tudo, isso é "culpa" da qualidade do seu trabalho! Significa que está dando tudo certo. Uma pessoa não fica atarefada por todos os lados sem ter algo que todos queiram. Fica tranquila. (...) E sempre conte comigo. Eu não vou deixar na mão quem vai me sustentar pelas próximas décadas!

Te amo!
Jack